Arquivo para dezembro 2013 | Página mensal de arquivo

Alcoutim – Município quer juntar-se aos concelhos vizinhos espanhóis para captar fundos comunitários

O presidente da Câmara de Alcoutim, Osvaldo Gonçalves, espera que o município se possa a unir aos três concelhos espanhóis com quem faz fronteira e ao concelho vizinho de Mértola, para captar fundos comunitários do próximo Quadro Comunitário de Apoio, que vigorará no período 2014-2020.

A importância e o enquadramento da promoção da marca Wines of Portugal

No entanto, a surpresa vem-nos de um inquérito realizado em 2008 no Reino Unido e Estados Unidos, o qual claramente demonstrava que nestes dois mercados Portugal não possuía nenhuma imagem enquanto país produtor de vinho. Nenhuma imagem: nem boa, nem má.

Foi esta constatação que esteve na base do processo de criação da marca “Vinhos de Portugal / Wines of Portugal” num exercício da iniciativa do IVV, que reuniu personalidades do mundo do vinho português e que ficou concluído em 2008.

De então para cá passou a existir um novo instrumento de promoção internacional dos nossos vinhos, o qual tem sido essencialmente, mas não em exclusivo, utilizado pela ViniPortugal. A utilização de uma marca país tem sido um instrumento de promoção em crescente uso, sendo variados os casos: Wines of Chile, Wines of California, Wines of Áustria ou Wines of Spain. Mas esta tendência não é exclusiva do vinho, encontrando-se em outros produtos alimentares, como, por exemplo, a recente campanha, lançada na China, sobre a Amêndoa da Califórnia.

Porquê a necessidade de uma marca País?

Historicamente, o designado Velho Mundo vitivinícola caracteriza-se por uma elevada fragmentação da propriedade, por pequenos produtores e pela existência de um extenso número de empresas. Esta fragmentação da produção, se, por um lado, estimula a inovação e introduz irreverência no sector, por outro lado, torna-se num forte travão sobretudo na abordagem dos novos mercados, mas até mesmo nos mercados tradicionais, por aquela já referida ausência de escala. Note-se que, no mercado do vinho, regra geral, a marca líder raramente ocupa quotas acima de 5%.

Por outro lado, esta falta de dimensão ou escala conduz a que as empresas dificilmente gerem meios suficientes que lhes permitam grandes investimentos de promoção no mercado, ao contrário de muitos outras bebidas, de grande escala, normalizadas, cuja qualidade não muda ao longo dos anos, obedecendo mais a lógicas de produtos industriais.

O produto “vinho” afirma-se pela complexidade, varia conforme o território de origem, assim como das castas e até varia de ano para ano. Assim, mesmo que houvesse tal disponibilidade financeira para investimentos na imprensa ou na televisão, muitos são os especialistas que consideram que a “publicidade” não resulta num grande número de mercados e a sua eficácia diminui à medida que o grau de conhecimento do produto é menor. E à medida que nos deslocamos de mercado maduros, conhecedores do produto, para mercados emergentes, menos interesse haverá em comunicar para massas, sendo necessário identificar outras formas de trabalhar o mercado.

É aqui consensual que nestes mercados emergentes ganha importância o marketing assente em acções de relações públicas e de educação dos diferentes actores intervenientes. Nos mercados “iniciados” é essencial educar quem importa e quem vende (públicos profissionais), enquanto nos mercados em processo de amadurecimento, o foco deve ser a educação dos consumidores.

Em todos os mercados, Portugal deve afirmar-se pela apresentação de vinhos diferentes, fruto da sua enorme diversidade de solos e climas, suportado nas suas mais de 250 castas indígenas e fugindo à “cabernização” ou ao efeito “EBC – Everything But Chardonnay”, e as abordagens aos mercados serão mais fortes se alicerçadas na via da educação, fortalecendo o conhecimento dos profissionais e dos consumidores.

Em mercados de menor dimensão, e onde existe já algum conhecimento por parte do consumidor, este papel pode ser bem desempenhado por algumas Denominações de Origem ou Indicações Geográficas, como é o caso, por exemplo, dos Vinhos Verdes, do Douro, do Alentejo e, muito em particular, o Vinho do Porto e o Madeira.

No entanto, à medida que nos orientamos para mercados de maior dimensão (EUA, Canadá), ou mercados emergentes (China, Rússia) ou mais distantes (Japão) aquelas marcas colectivas regionais (as Denominações de Origem) perdem expressão ou eficácia e abrem espaço para a marca País, no nosso caso a marca Wines of Portugal.

É o que se passa actualmente no nosso país, com uma crescente articulação entre as Comissões Vitivinícolas Regionais (CVR’s), os Institutos do Vinho do Porto e da Madeira, por um lado, e a ViniPortugal, por outro.

Não se pense, no entanto, que uma campanha genérica, mesmo quando se trata da marca País, por si só, seja eficaz. De facto, só poderá ter sucesso se existir articulação e complementaridade com acções de natureza comercial por parte das empresas. A primeira cria notoriedade para o território, seja o País ou a Região, enquanto as segundas promovem a sua marca, assente na imagem criada para a marca País. Os melhores exemplos chegam-nos dos países do dito Novo Mundo Vitivinícola, resultado de uma boa concertação e complementaridade.

Observando em particular o caso português, por maioria de razão, dada a predominância da dimensão micro, nenhuma marca privada terá capacidade de se afirmar nos mercados internacionais, pela falta de escala e capacidade financeira. Mas, por outro lado, nenhuma campanha genérica trará resultados positivos se não estiver acompanhada por acções no mercado da parte das empresas detentoras das respectivas marcas.

Fonte:  Jorge Monteiro, Presidente da ViniPortugal | Público de 29-12-2013

Acetre – Grupo oliventino canta há 36 anos um «hino à história de Portugal e Espanha»

É com emoção que Ana Márquez, uma das duas vocalistas dos Acetre, fala sobre o trabalho do grupo oliventino de música folk, que iniciou a carreira em 1976. Raízes tradicionais mesclam com as sonoridades do século XXI, «mantendo a tradição e a identidade locais». O repertório apresenta «uma dualidade de culturas», portuguesa e espanhola, numa espécie de «hino à história de Portugal e Espanha» separados, «apenas pela linha fronteiriça do Guadiana».

Coimbra – Associação quer criar horta comunitária no centro da cidade

Uma horta no centro da cidade de Coimbra poderá nascer em breve resultado de uma iniciativa da associação Coimbra em Transição, criada em Junho de 2013. O objectivo é promover uma alimentação saudável, desenvolver a economia local e o espírito comunitário.

Ílhavo – «Temos de ser capazes de ir além-fronteiras» na economia do mar

Ílhavo, terra da «Faina Maior», tenciona manter a aposta nas tradições piscatórias que caracterizam o concelho, nomeadamente potenciar as actividades económicas associadas à pesca do bacalhau. Quem o diz é Fernando Caçoilo, presidente da autarquia, que considera: «se não formos capazes de ir além-fronteiras e conseguir licenças para captar noutras zonas de pesca, tenho algumas reservas sobre o conceito de economia do mar».

Açores – Artesãos de todo o país juntos em São Miguel

O Festival de Artesanato dos Açores (Prenda) reúne de 22 de Novembro a 1 de Dezembro artesãos de todo o país, funcionando como uma montra dos produtos regionais para potenciar novos negócios numa actividade em crescendo e com mais produtos a caminho da certificação.

Pastores da Estrela – Uma vida dura, mas povoada de boas memórias

«A minha vida é isto, andar atrás delas». Nesta frase, Francisco Azevedo resume a sua vida de pastor na Serra da Estrela. Desde cedo acompanhou o avô no pastoreio e ganhou o gosto pela actividade «apesar de ser dura», uma história semelhante à de Silvina Santos que também «andou com as ovelhas» desde tenra idade.

Turismo – Destino Açores quer posicionar-se apoiado na experiência e sustentabilidade

Os Açores procuram um novo posicionamento enquanto destino turístico e apostam na experiência e sustentabilidade. Conquista de novos mercados internacionais e das famílias portuguesas são estratégias para consolidar no ano de 2014, adiantou Vítor Fraga, secretário regional do Turismo e Transportes dos Açores.

Vale do Côa – Parque Arqueológico «não tem plano de ordenamento», alerta Associação

A Associação de Amigos do Côa (ACOA) considera que o Parque Arqueológico do Vale do Côa «não tem um plano de ordenamento» e está «ausente de regras» que permitam a salvaguarda do património arqueológico como área protegida.

Cascais – Autarca insiste numa «liga de cidades e vilas do mar»

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, defende o lançamento da liga das cidades e das aldeias de mar rumo a uma «nova vaga de Descobrimentos». A intenção foi vincada pelo edil no âmbito da Conferência do Atlântico 2013, que decorreu em Lisboa.