Arquivo para abril 2014 | Página mensal de arquivo

Tertúlia Vínica Vinhos Velhos Tintos do Dão no Palácio da Bolsa

Dão Sul, Quinta dos Carvalhais e Udaca são os produtores cujos vinhos participam nesta tertúlia e ajudam a demonstrar as potencialidades dos vinhos do Dão. Uma região que se tem distinguido pela produção de vinhos diferentes e interessantes.

Estarão em prova os seguintes vinhos:
– Quinta dos Carvalhais, Alfrocheiro, 1992
– Quinta dos Carvalhais, Touriga Nacional, 1998.
– Casa de Santar Reserva 2000
– Casa de Santar Reserva 2008
– UDACA Garrafeira 1996
– UDACA Touriga Nacional 1999

A prova será acompanhada por algumas iguarias confeccionadas pelo restaurante O Comercial e aos participantes será ainda sugerida a possibilidade de integrarem o jantar e apreciarem um menu especialmente concebido para acompanhar os vinhos da Tertúlia.   

As inscrições para a tertúlia poderão ser efectuadas pelo e-mail provas.salaporto@viniportugal.pt, mediante o pagamento de 5 euros ou de 20 euros para tertúlia e jantar. Outras informações poderão ser solicitadas a Daniela Macedo, através deste mesmo endereço de e-mail ou do telefone 22 33 23 072/ 96 637 11 02.

Fonte:  Wines of Portugal

Será Portugal ‘o mais excitante país de vinho’ do momento?

“Portugal é hoje o mais excitante lugar de vinho do planeta?”. O americano Matt Kramer, colunista da revista Wine Spectator, fez a pergunta e deu a resposta: “Pode muito bem ser. Por isso me mudei para lá”.

São declarações como estas, publicadas em revistas com a influência da americana Wine Spectator, que ajudam a mudar a percepção do consumidor global sobre a imagem dos vinhos portugueses. Um país não fica na moda de um dia para outro, muito menos um país como Portugal, pequeno, periférico e sem o motor de uma gastronomia reconhecida em todo mundo, como a espanhola ou a italiana.

O artigo de Matt Kramer, publicado na edição online daquela revista a 18 de Março, não é o primeiro a exaltar as virtudes do Portugal vinícola. Outros críticos e escritores de vinhos de renome também já apresentaram Portugal como “The next big idea”. Mas nenhum tinha sido tão categórico.

Matt Kramer é colaborador da Wine Spector desde 1985. Já escreveu para jornais como o Los Angeles Times e tem vários livros publicados sobre vinhos do mundo. Quando se interessa por um país, muda-se para lá. Já viveu na Argentina, Itália e Austrália e das muitas incursões que fez pela Europa, sempre puxado pelos vinhos, nunca se preocupou com Portugal. Os vinhos portugueses, à excepção do vinho do Porto, “pareciam-lhe sem brilho”.

Nos últimos anos, com o decurso das provas, Matt Kramer Kramer percebeu que “algo estava a mexer”. No ano passado, visitou Portugal por duas vezes na companhia da mulher e teve uma epifania: “Eu adorei o que vimos, o que conhecemos, o que comemos e, acima de tudo, o que eu provei”. Começou então a “investigar com mais atenção os vinhos portugueses” e o que a princípio lhe parecia “promissor e extremamente agradável” revelou-se “nada menos do que revolucionário”. E foi então que ele e a mulher decidiram vir viver para o que consideram ser, “sem dúvida, o mais excitante país de vinho do planeta” nos dias de hoje. A sua sentença é “emocional”, não a pode comprovar, mas, justifica, é o que sente como “amante, provador e bebedor de vinho”.

Eleito o país, faltava escolher a cidade. Aqui, a decisão foi fácil. Matt e a mulher optaram pelo Porto (estão a viver na zona da Ribeira), pelo tamanho da cidade, por ser Património da Humanidade e, sobretudo, por ficar próxima do vale do Douro. Da mesma forma que qualquer pessoa tem que ver o Grand Canyon alguma vez antes de morrer, também os amantes do vinho devem sentir a mesma obrigação em relação ao Douro vinhateiro, defende. ”Eu nunca vi nada parecido: é mais vasto do que imaginava, mais ameaçador nos seus intermináveis socalcos e simplesmente mais improvável do que qualquer outra região vinícola que eu já vi. Que outro lugar tem produtores que usam dinamite apenas para criar um buraco onde plantar uma videira?”, escreve.

A propósito da história secular do Douro vinhateiro, Matt Kramer chama a atenção para o declínio do negócio do vinho do Porto nas últimas décadas, sublinhando que o paladar do consumidor moderno se tem vindo a afastar deste vinho fortificado, “embora ainda haja um número considerável de consumidores que gostam de beber pelo menos um gole de vez em quando”. “Mas não se engane: o vinho Porto não está prestes a desaparecer”.

O enorme sucesso do Porto Vintage 2011 mostra que (ainda) não há razões para ser tão pessimista, mas o vinho do Porto só terá futuro se continuar a emagrecer nas categorias mais baixas e reforçar a aposta nas categorias especiais. Ou seja, tem que vender menos mas mais caro. Só que isso terá custos económicos e sociais terríveis no Douro, e tanto o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto como a tutela têm dado mostras de não possuírem qualquer estratégia para enfrentar o problema.

Também nos vinhos do Douro há um problema sério por resolver: o excesso de produção (cerca de 70 mil pipas a mais por ano), que tem conduzido a um crescente abaixamento dos preços das uvas e dos vinhos. Mas o ambiente geral ainda se pode considerar de euforia, com cada vez mais produtores a apostar nos vinhos tranquilos e também com cada vez mais vinhos do Douro a merecer reconhecimento internacional. Matt Kramer confessa-se espantado com a rapidez com que tudo está a acontecer nesta região. Há pouco mais de 15 anos, poucos sabiam fazer bons vinhos tranquilos. Agora, os melhores vinhos durienses são “realmente de classe mundial na sua originalidade, sabor, distinção, carácter, profundidade e finesse”, sublinha.

O colunista americano estende o elogio ao resto do país, agora que começa finalmente a tirar partido da enorme diversidade de castas que possui. “Até muito recentemente, o português fez um trabalho muito pobre com este património. Muitas vezes os vinhos surgiam sujos na degustação, provenientes de barris velhos e imundos. (…) Agora Portugal está a jorrar vinhos deslumbrantes”, enfatiza.

Um desses vinhos é o Quinta Foz de Arouce Tinto 2010, um dos melhores vinhos que provou em 2013. Depois de se instalar no Porto, a primeira visita que Matt Kramer fez foi precisamente ao produtor desse vinho das Beiras, para conhecer o lugar e a história que está por trás. A visita vem relatada no segundo post escrito a partir de Portugal, publicado na passada terça-feira e escrito com o mesmo encantamento que viveu quando, no regresso, passou pelo Palace Hotel do Bussaco e provou alguns vinhos da casa, incluindo um branco de 1958 ainda cheio de vida.
Fonte:  Pedro Garcias | Fugas/Público (publicado em 05.04.2014

Açores – Moinho de água do século XVI atrai turistas

O Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões, concelho do Nordeste, possui o maior núcleo de moinhos de água recuperados dos Açores, mantendo-se um em funcionamento, que atrai «imensos turistas», segundo o presidente da câmara, Carlos Mendonça.

Vinhos portugueses à prova nos EUA

Os Vinhos de Portugal regressam ao principal mercado estratégico internacional. Através da parceria estabelecida com a revista Food & Wine, a Viniportugal integra a promoção dos vinhos nacionais em dois eventos norte-americanos de prestígio: Pebble Beach Food & Wine, de 10 a 13 de Abril, na Califórnia, e Aspen Food & Wine, de 20 a 22 de Junho, no Colorado.

Co-organizados pela mais conceituada revista de vinhos e gastronomia dos EUA, Pebble Beach Food & Wine e Aspen Food & Wine são eventos de larga escala promovidos para consumidores. Constituem palcos de promoção da degustação e conhecimento dos vinhos portugueses junto dos consumidores norte-americanos de classes económicas alta e média alta, com elevado poder de compra e influência junto de outros consumidores e líderes de opinião.

Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, explica que “agora que os Vinhos de Portugal começam a estar debaixo dos radares dos importadores e distribuidores, no mercado dos EUA, importa olharmos com maior atenção para os consumidores. Por outro lado a nossa estratégia passa também por uma maior extensão territorial começando a trabalhar outros mercados para além de Nova Iorque ou São Francisco.”

“Os EUA continuam a ser um mercado com elevado potencial de oportunidade e crescimento para as exportações da produção nacional, sendo hoje o quarto principal destino, importando fortalecer o posicionamento neste mercado” acrescenta o mesmo responsável.

Fonte:  Wines of Portugal

Descobrir novos vinhos na prova anual de Londres

Robin Goldsmith da revista The Drink Business foi ao evento e descobriu mais umas pérolas produzidas em terras lusas.  

Leia o artigo completo aqui.

Fonte:  Wines of Portugal

Tábua – Roteiro promove potencialidades turísticas do concelho

O roteiro «ViVer Tábua» vai ser apresentado a 10 de Abril, naquele concelho beirão, como contributo para promover o turismo local. Uma obra que aborda o património natural e construído, não esquecendo os sabores do concelho.

Beira Interior – Aldeias Históricas querem ter 500 mil visitantes anuais

A Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico espera que o número de visitantes naquelas localidades possa crescer para 500 mil turistas anuais no prazo de três anos. Um objectivo anunciado em Belmonte pelo presidente da associação, na apresentação do novo guia das Aldeias Históricas.

Concurso Vinhos de Portugal já conta com 500 vinhos inscritos

A um mês do fecho das inscrições o concurso já tem 500 vinhos inscritos, de 134 produtores. A ViniPortugal almeja que a edição de 2014 acolha o mesmo interesse e participação dos produtores nacionais que alcançou na edição de 2013 – que totalizou 1007 candidaturas: 919 vinhos tranquilos e 88 vinhos fortificados.

Até 30 de Abril os produtores poderão continuar a submeter os seus vinhos a concurso na página www.concursovinhosdeportugal.pt, mas após 24 de Abril será cobrada uma penalização acrescida de 15 euros a todas as inscrições. 

O Concurso está organizado em 2 grandes grupos, o primeiro exclusivo para vinhos licorosos e segundo para os restantes vinhos, tranquilos de blend ou varietais e espumantes.

Serão atribuídas medalhas de ouro, prata e bronze de acordo com as pontuações de classificação. Os vinhos que conquistem pontuação para medalha de ouro serão submetidos a nova avaliação, desta vez por parte Grande Júri. Desta prova emergirão os melhores dos melhores, que receberão a grande medalha de ouro. 
                                                                  
Os vinhos premiados com a grande medalha de ouro asseguram a participação nas acções de promoção genérica: nos seminários para profissionais, provas para consumidores, city tastings ou presenças em feiras transversais, nos mercados prioritários de promoção dos vinhos portugueses: EUA, Brasil, Canadá, China, Angola, Reino Unido, Alemanha, Nórdicos, Japão e Singapura.
 
Fonte:  Wines of Portugal

Gafanha da Nazaré – Santo André, o navio-museu que evoca memórias da pesca de bacalhau

Antigo arrastão bacalhoeiro que integrou a frota portuguesa de bacalhau nas águas do Atlântico Norte, o Navio-Museu Santo André foi recuperado e tornou-se um espaço de visita. Construída em 1948, na Holanda, a embarcação fez a sua primeira viagem um ano depois. Visitámos este antigo «arrastão», ancorado rente ao Jardim Oudinot. Um encontro com as memórias dos que viveram a bordo.

Serra da Estrela – Casa-museu relembra quotidiano de Alvoco da Serra

Uma casa de granito, igual a tantas outras na aldeia de Alvoco da Serra, mantém intactos o interior e a fachada. Dentro, este espaço preserva as divisões e artefactos que rodeavam outrora as gentes serranas: quarto, cozinha e uma sala de pequenas dimensões, onde vivia a família, quase sempre numerosa. Trajes, utensílios de cozinha e agrícolas expõem quotidianos do passado.